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Jó
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Livros poéticos e sapienciais
Jó 41
Livros poéticos e sapienciais · Antigo Testamento
Este livro faz parte dos livros poéticos e sapienciais, com textos de oração, louvor, sabedoria e reflexão espiritual.
Os livros poéticos e sapienciais reúnem orações, louvores, sabedoria prática e reflexões sobre a vida diante de Deus. Este capítulo ajuda na meditação, na devoção pessoal e na oração diária.
Leia Jó 41 na tradução Almeida (JFA) e use este capítulo para meditação, leitura devocional e estudo da Palavra.
Poderás tirar com anzol o leviatã, ou apertar-lhe a língua com uma corda?
Poderás meter-lhe uma corda de junco no nariz, ou com um gancho furar a sua queixada?
Porventura te fará muitas súplicas, ou brandamente te falará?
Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?
Brincarás com ele, como se fora um pássaro, ou o prenderás para tuas meninas?
Farão os sócios de pesca tráfico dele, ou o dividirão entre os negociantes?
Poderás encher-lhe a pele de arpões, ou a cabeça de fisgas?
Põe a tua mão sobre ele; lembra-te da peleja; nunca mais o farás!
Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será um homem derrubado só ao vê-lo?
Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo; quem, pois, é aquele que pode erguer-se diante de mim?
Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois tudo quanto existe debaixo de todo céu é meu.
Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua estrutura.
Quem lhe pode tirar o vestido exterior? Quem lhe penetrará a couraça dupla?
Quem jamais abriu as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como por um selo apertado.
Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas.
Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.
Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
Dos seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.
O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai uma chama.
No seu pescoço reside a força; e diante dele anda saltando o terror.
Os tecidos da sua carne estão pegados entre si; ela é firme sobre ele, não se pode mover.
O seu coração é firme como uma pedra; sim, firme como a pedra inferior dumá mó.
Quando ele se levanta, os valentes são atemorizados, e por causa da consternação ficam fora de si.
Se alguém o atacar com a espada, essa não poderá penetrar; nem tampouco a lança, nem o dardo, nem o arpão.
Ele considera o ferro como palha, e o bronze como pau podre.
A seta não o poderá fazer fugir; para ele as pedras das fundas se tornam em restolho.
Os bastões são reputados como juncos, e ele se ri do brandir da lança.
Debaixo do seu ventre há pontas agudas; ele se estende como um trilho sobre o lodo.
As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento.
Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
Na terra não há coisa que se lhe possa comparar; pois foi feito para estar sem pavor.
Ele vê tudo o que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba.