Bíblia em 1 ano

Leitura diária

Bíblia em 1 ano · Dia 156

Leituras do dia para percorrer a Bíblia com constância ao longo do ano.

Leituras do dia

Dia 156

Jó 30 • Jó 31 • Jó 32 • 2 Coríntios 7

Leituras do dia para percorrer a Bíblia com constância ao longo do ano.

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Minhas anotações deste dia

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Capítulo da leitura

Jó 30

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1Mas agora zombam de mim os de menos idade do que eu, cujos pais teria eu desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho.

2Pois de que me serviria a força das suas mãos, homens nos quais já pereceu o vigor?

3De míngua e fome emagrecem; andam roendo pelo deserto, lugar de ruínas e desolação.

4Apanham malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento são as raízes dos zimbros.

5São expulsos do meio dos homens, que gritam atrás deles, como atrás de um ladrão.

6Têm que habitar nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e dos penhascos.

7Bramam entre os arbustos, ajuntam-se debaixo das urtigas.

8São filhos de insensatos, filhos de gente sem nome; da terra foram enxotados.

9Mas agora vim a ser a sua canção, e lhes sirvo de provérbio.

10Eles me abominam, afastam-se de mim, e no meu rosto não se privam de cuspir.

11Porquanto Deus desatou a minha corda e me humilhou, eles sacudiram de si o freio perante o meu rosto.

12ë direita levanta-se gente vil; empurram os meus pés, e contra mim erigem os seus caminhos de destruição.

13Estragam a minha vereda, promovem a minha calamidade; não há quem os detenha.

14Vêm como por uma grande brecha, por entre as ruínas se precipitam.

15Sobrevieram-me pavores; é perseguida a minha honra como pelo vento; e como nuvem passou a minha felicidade.

16E agora dentro de mim se derrama a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.

17De noite me são traspassados os ossos, e o mal que me corrói não descansa.

18Pela violência do mal está desfigurada a minha veste; como a gola da minha túnica, me aperta.

19Ele me lançou na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza.

20Clamo a ti, e não me respondes; ponho-me em pé, e não atentas para mim.

21Tornas-te cruel para comigo; com a força da tua mão me persegues.

22Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre ele, e dissolves-me na tempestade.

23Pois eu sei que me levarás à morte, e à casa do ajuntamento destinada a todos os viventes.

24Contudo não estende a mão quem está a cair? ou não clama por socorro na sua calamidade?

25Não chorava eu sobre aquele que estava aflito? ou não se angustiava a minha alma pelo necessitado?

26Todavia aguardando eu o bem, eis que me veio o mal, e esperando eu a luz, veio a escuridão.

27As minhas entranhas fervem e não descansam; os dias da aflição me surpreenderam.

28Denegrido ando, mas não do sol; levanto-me na congregação, e clamo por socorro.

29Tornei-me irmão dos chacais, e companheiro dos avestruzes.

30A minha pele enegrece e se me cai, e os meus ossos estão queimados do calor.

31Pelo que se tornou em pranto a minha harpa, e a minha flauta em voz dos que choram.

Capítulo da leitura

Jó 31

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1Fiz pacto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?

2Pois que porção teria eu de Deus lá de cima, e que herança do Todo-Poderoso lá do alto?

3Não é a destruição para o perverso, e o desastre para os obradores da iniqüidade?

4Não vê ele os meus caminhos, e não conta todos os meus passos?

5Se eu tenho andado com falsidade, e se o meu pé se tem apressado após o engano

6(pese-me Deus em balanças fiéis, e conheça a minha integridade);

7se os meus passos se têm desviado do caminho, e se o meu coraçao tem seguido os meus olhos, e se qualquer mancha se tem pegado às minhas mãos;

8então semeie eu e outro coma, e seja arrancado o produto do meu campo.

9Se o meu coração se deixou seduzir por causa duma mulher, ou se eu tenho armado traição à porta do meu próximo,

10então moa minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela.

11Pois isso seria um crime infame; sim, isso seria uma iniqüidade para ser punida pelos juízes;

12porque seria fogo que consome até Abadom, e desarraigaria toda a minha renda.

13Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles pleitearam comigo,

14então que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele me viesse inquirir, que lhe responderia?

15Aquele que me formou no ventre não o fez também a meu servo? E não foi um que nos plasmou na madre?

16Se tenho negado aos pobres o que desejavam, ou feito desfalecer os olhos da viúva,

17ou se tenho comido sozinho o meu bocado, e não tem comido dele o órfão também

18(pois desde a minha mocidade o órfão cresceu comigo como com seu pai, e a viúva, tenho-a guiado desde o ventre de minha mãe);

19se tenho visto alguém perecer por falta de roupa, ou o necessitado não ter com que se cobrir;

20se os seus lombos não me abençoaram, se ele não se aquentava com os velos dos meus cordeiros;

21se levantei a minha mão contra o órfao, porque na porta via a minha ajuda;

22então caia do ombro a minha espádua, e separe-se o meu braço da sua juntura.

23Pois a calamidade vinda de Deus seria para mim um horror, e eu não poderia suportar a sua majestade.

24Se do ouro fiz a minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;

25se me regozijei por ser grande a minha riqueza, e por ter a minha mão alcança o muito;

26se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, quando ela caminhava em esplendor,

27e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão;

28isso também seria uma iniqüidade para ser punida pelos juízes; pois assim teria negado a Deus que está lá em cima.

29Se me regozijei com a ruína do que me tem ódio, e se exultei quando o mal lhe sobreveio

30(mas eu não deixei pecar a minha boca, pedindo com imprecação a sua morte);

31se as pessoas da minha tenda não disseram: Quem há que não se tenha saciado com carne provida por ele?

32O estrangeiro não passava a noite na rua; mas eu abria as minhas portas ao viandante;

33se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando a minha iniqüidade no meu seio,

34porque tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me aterrorizava, de modo que me calei, e não saí da porta...

35Ah! quem me dera um que me ouvisse! Eis a minha defesa, que me responda o Todo-Poderoso! Oxalá tivesse eu a acusação escrita pelo meu adversário!

36Por certo eu a levaria sobre o ombro, sobre mim a ataria como coroa.

37Eu lhe daria conta dos meus passos; como príncipe me chegaria a ele

38Se a minha terra clamar contra mim, e se os seus sulcos juntamente chorarem;

39se comi os seus frutos sem dinheiro, ou se fiz que morressem os seus donos;

40por trigo me produza cardos, e por cevada joio. Acabaram-se as palavras de Jó.

Capítulo da leitura

Jó 32

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1E aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos.

2Então se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; acendeu-se a sua ira contra Jó, porque este se justificava a si mesmo, e não a Deus.

3Também contra os seus três amigos se acendeu a sua ira, porque não tinham achado o que responder, e contudo tinham condenado a Jó.

4Ora, Eliú havia esperado para falar a Jó, porque eles eram mais idosos do que ele.

5Quando, pois, Eliú viu que não havia resposta na boca daqueles três homens, acendeu-se-lhe a ira.

6Então respondeu Eliú, filho de Baraquel, o buzita, dizendo: Eu sou de pouca idade, e vós sois, idosos; arreceei-me e temi de vos declarar a minha opinião.

7Dizia eu: Falem os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria.

8Há, porém, um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz entendido.

9Não são os velhos que são os sábios, nem os anciãos que entendem o que é reto.

10Pelo que digo: Ouvi-me, e também eu declararei a minha opinião.

11Eis que aguardei as vossas palavras, escutei as vossas considerações, enquanto buscáveis o que dizer.

12Eu, pois, vos prestava toda a minha atenção, e eis que não houve entre vós quem convencesse a Jó, nem quem respondesse às suas palavras;

13pelo que não digais: Achamos a sabedoria; Deus é que pode derrubá-lo, e não o homem.

14Ora ele não dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras.

15Estão pasmados, não respondem mais; faltam-lhes as palavras.

16Hei de eu esperar, porque eles não falam, porque já pararam, e não respondem mais?

17Eu também darei a minha resposta; eu também declararei a minha opinião.

18Pois estou cheio de palavras; o espírito dentro de mim me constrange.

19Eis que o meu peito é como o mosto, sem respiradouro, como odres novos que estão para arrebentar.

20Falarei, para que ache alívio; abrirei os meus lábios e responderei:

21Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de lisonjas para com o homem.

22Porque não sei usar de lisonjas; do contrário, em breve me levaria o meu Criador.

Capítulo da leitura

2 Coríntios 7

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1Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.

2Recebei-nos em vossos corações; a ninguém fizemos injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos.

3Não o digo para vos condenar, pois já tenho declarado que estais em nossos corações para juntos morrermos e juntos vivermos.

4Grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio a respeito de vós; estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações.

5Porque, mesmo quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro.

6Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito;

7e não somente com a sua vinda, mas também pela consolação com que foi consolado a vosso respeito, enquanto nos referia as vossas saudações, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, de modo que ainda mais me regozijei.

8Porquanto, ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo; embora antes me tivesse arrependido (pois vejo que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo),

9agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque o fostes para o arrependimento; pois segundo Deus fostes contristados, para que por nós não sofrêsseis dano em coisa alguma.

10Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.

11Pois vêde quanto cuidado não produziu em vós isto mesmo, o serdes contristados segundo Deus! sim, que defesa própria, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança! Em tudo provastes estar inocentes nesse negócio.

12Portanto, ainda que vos escrevi, não foi por causa do que fez o mal, nem por causa do que o sofreu, mas para que fosse manifesto, diante de Deus, o vosso grande cuidado por nós.

13Por isso temos sido consolados. E em nossa consolação nos alegramos ainda muito mais pela alegria de Tito, porque o seu espírito tem sido recreado por vós todos.

14Porque, se em alguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; mas como vos dissemos tudo com verdade, assim também o louvor que de vós fizemos a Tito se achou verdadeiro.

15E o seu entranhável afeto para convosco é mais abundante, lembrando-se da obediência de vós todos, e de como o recebestes com temor e tremor.

16Regozijo-me porque em tudo tenho confiança em vós.