Bíblia em 1 ano

Leitura diária

Bíblia em 1 ano · Dia 301

Leituras do dia para percorrer a Bíblia com constância ao longo do ano.

Leituras do dia

Dia 301

Lamentações 3 • Lamentações 4

Leituras do dia para percorrer a Bíblia com constância ao longo do ano.

Navegação do plano

Dia anteriorPróximo dia
Voltar ao plano →

Minhas anotações deste dia

Anote aprendizados, orações e aplicações práticas desta leitura para continuar crescendo com constância na Palavra.

Capítulo da leitura

Lamentações 3

Abra este capítulo isoladamente na Bíblia Online do site.

Abrir capítulo

1Eu sou o homem que viu a aflição causada pela vara do seu furor.

2Ele me guiou e me fez andar em trevas e não na luz.

3Deveras fez virar e revirar a sua mão contra mim o dia todo.

4Fez envelhecer a minha carne e a minha pele; quebrou-me os ossos.

5Levantou trincheiras contra mim, e me cercou de fel e trabalho.

6Fez-me habitar em lugares tenebrosos, como os que estavam mortos há muito.

7Cercou-me de uma sebe de modo que não posso sair; agravou os meus grilhões.

8Ainda quando grito e clamo por socorro, ele exclui a minha oração.

9Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.

10Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos.

11Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me desolado.

12Armou o seu arco, e me pôs como alvo à flecha.

13Fez entrar nos meus rins as flechas da sua aljava.

14Fui feito um objeto de escárnio para todo o meu povo, e a sua canção o dia todo.

15Encheu-me de amarguras, fartou-me de absinto.

16Quebrou com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza.

17Alongaste da paz a minha alma; esqueci-me do que seja a felicidade.

18Digo, pois: Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no Senhor.

19Lembra-te da minha aflição e amargura, do absinto e do fel.

20Minha alma ainda os conserva na memória, e se abate dentro de mim.

21Torno a trazer isso à mente, portanto tenho esperança.

22A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim;

23renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.

24A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele.

25Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

26Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.

27Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.

28Que se assente ele, sozinho, e fique calado, porquanto Deus o pôs sobre ele.

29Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.

30Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta.

31Pois o Senhor não rejeitará para sempre.

32Embora entristeça a alguém, contudo terá compaixão segundo a grandeza da sua misericordia.

33Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens.

34Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,

35perverter o direito do homem perante a face do Altíssimo,

36subverter o homem no seu pleito, não são do agrado do senhor.

37Quem é aquele que manda, e assim acontece, sem que o Senhor o tenha ordenado?

38Não sai da boca do Altíssimo tanto o mal como o bem?

39Por que se queixaria o homem vivente, o varão por causa do castigo dos seus pecados?

40Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor.

41Levantemos os nossos corações com as mãos para Deus no céu dizendo;

42Nós transgredimos, e fomos rebeldes, e não perdoaste,

43Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste, não te apiedaste.

44Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração.

45Como escória e refugo nos puseste no meio dos povos.

46Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua boca.

47Temor e cova vieram sobre nós, assolação e destruição.

48Torrentes de águas correm dos meus olhos, por causa da destruição da filha do meu povo.

49Os meus olhos derramam lágrimas, e não cessam, sem haver intermissão,

50até que o Senhor atente e veja desde o céu.

51Os meus olhos me afligem, por causa de todas as filhas da minha cidade.

52Como ave me caçaram os que, sem causa, são meus inimigos.

53Atiraram-me vivo na masmorra, e lançaram pedras sobre mim.

54Águas correram sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado.

55Invoquei o teu nome, Senhor, desde a profundeza da masmorra.

56Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor.

57Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.

58Pleiteaste, Senhor, a minha causa; remiste a minha vida.

59Viste, Senhor, a injustiça que sofri; julga tu a minha causa.

60Viste toda a sua vingança, todos os seus desígnios contra mim.

61Ouviste as suas afrontas, Senhor, todos os seus desígnios contra mim,

62os lábios e os pensamentos dos que se levantam contra mim o dia todo.

63Observa-os ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua canção.

64Tu lhes darás a recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos.

65Tu lhes darás dureza de coração, maldição tua sobre eles.

66Na tua ira os perseguirás, e os destruirás de debaixo dos teus céus, ó Senhor.

Capítulo da leitura

Lamentações 4

Abra este capítulo isoladamente na Bíblia Online do site.

Abrir capítulo

1Como se escureceu o ouro! como se mudou o ouro puríssimo! como estão espalhadas as pedras do santuário pelas esquinas de todas as ruas!

2Os preciosos filhos de Sião, comparáveis a ouro puro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos de oleiro!

3Até os chacais abaixam o peito, dão de mamar aos seus filhos; mas a filha do meu povo tornou-se cruel como os avestruzes no deserto.

4A língua do que mama fica pegada pela sede ao seu paladar; os meninos pedem pão, e ninguém lho reparte.

5Os que comiam iguarias delicadas desfalecem nas ruas; os que se criavam em escarlata abraçam monturos.

6Pois maior é a iniqüidade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, a qual foi subvertida como num momento, sem que mão alguma lhe tocasse.

7Os seus nobres eram mais alvos do que a neve, mais brancos do que o leite, eram mais ruivos de corpo do que o coral, e a sua formosura era como a de safira.

8Mas agora escureceu-se o seu parecer mais do que o negrume; eles não são reconhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos; secou-se, tornou-se como um pau. .

9Os mortos à espada eram mais ditosos do que os mortos à fome, pois estes se esgotavam, como traspassados, por falta dos frutos dos campos.

10As mãos das mulheres compassivas cozeram os próprios filhos; estes lhes serviram de alimento na destruição da filha do meu povo.

11Deu o Senhor cumprimento ao seu furor, derramou o ardor da sua ira; e acendeu um fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos.

12Não creram os reis da terra, bem como nenhum dos moradores do mundo, que adversário ou inimigo pudesse entrar pelas portas de Jerusalém.

13Isso foi por causa dos pecados dos seus profetas e das iniqüidades dos seus sacerdotes, que derramaram no meio dela o sangue dos justos.

14Vagueiam como cegos pelas ruas; andam contaminados de sangue, de tal sorte que não se lhes pode tocar nas roupas.

15Desviai-vos! imundo! gritavam-lhes; desviai-vos, desviai-vos, não toqueis! Quando fugiram, e andaram, vagueando, dizia-se entre as nações: Nunca mais morarão aqui.

16A ira do Senhor os espalhou; ele nunca mais tornará a olhar para eles; não respeitaram a pessoa dos sacerdotes, nem se compadeceram dos velhos.

17Os nossos olhos desfaleciam, esperando o nosso vão socorro. em vigiando olhávamos para uma nação, que não podia, livrai.

18Espiaram os nossos passos, de maneira que não podíamos andar pelas nossas ruas; o nosso fim estava perto; estavam contados os nossos dias, porque era chegado o nosso fim.

19Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as águias do céu; sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas.

20O fôlego da nossa vida, o ungido do Senhor, foi preso nas covas deles, o mesmo de quem dizíamos: Debaixo da sua sombra viveremos entre as nações.

21Regozija-te, e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz; o cálice te passará a ti também; embebedar-te-ás, e te descobrirás.

22Já se cumpriu o castigo da tua iniqüidade, ó filha de Sião; ele nunca mais te levará para o cativeiro; ele visitará a tua iniqüidade, ó filha de Edom; descobrirá os teus pecados.