Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 5

Dia 5 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Leituras do dia

Dia 5

Mateus 13 • Mateus 14 • Mateus 15

Dia 5 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Navegação do plano

Dia anteriorPróximo dia
Voltar ao plano →

Minhas anotações deste dia

Anote aprendizados, orações e aplicações práticas desta leitura para continuar crescendo com constância na Palavra.

Capítulo da leitura

Mateus 13

Abra este capítulo isoladamente na Bíblia Online do site.

Abrir capítulo

1No mesmo dia, tendo Jesus saído de casa, sentou-se à beira do mar;

2e reuniram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou num barco, e se sentou; e todo o povo estava em pé na praia.

3E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

4e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram.

5E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda;

6mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se.

7E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram.

8Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um.

9Quem tem ouvidos, ouça.

10E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?

11Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;

12pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

13Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.

14E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis.

15Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.

16Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

17Pois, em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.

18Ouvi, pois, vós a parábola do semeador.

19A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração; este é o que foi semeado à beira do caminho.

20E o que foi semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;

21mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e sobrevindo a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

22E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.

23Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

24Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo;

25mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

26Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio.

27Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio?

28Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?

29Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.

30Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.

31Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo;

32o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

33Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

34Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava;

35para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.

36Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

37E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem;

38o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o o joio são os filhos do maligno;

39o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos.

40Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.

41Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade,

42e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.

43Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.

44O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobrí-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

45Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas;

46e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.

47Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de peixes.

48E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins, porém, lançaram fora.

49Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos,

50e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.

51Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Entendemos.

52E disse-lhes: Por isso, todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.

53E Jesus, tendo concluido estas parábolas, se retirou dali.

54E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos?

55Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?

56E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?

57E escandalizavam-se dele. Jesus, porém, lhes disse: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra e na sua própria casa.

58E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Capítulo da leitura

Mateus 14

Abra este capítulo isoladamente na Bíblia Online do site.

Abrir capítulo

1Naquele tempo Herodes, o tetrarca, ouviu a fama de Jesus,

2e disse aos seus cortesãos: Este é João, o Batista; ele ressuscitou dentre os mortos, e por isso estes poderes milagrosos operam nele.

3Pois Herodes havia prendido a João, e, maniatando-o, o guardara no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Felipe;

4porque João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la.

5E queria matá-lo, mas temia o povo; porque o tinham como profeta.

6Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio dos convivas, e agradou a Herodes,

7pelo que este prometeu com juramento dar-lhe tudo o que pedisse.

8E instigada por sua mãe, disse ela: Dá-me aqui num prato a cabeça de João, o Batista.

9Entristeceu-se, então, o rei; mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse,

10e mandou degolar a João no cárcere;

11e a cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou para a sua mãe.

12Então vieram os seus discípulos, levaram o corpo e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus.

13Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um, lugar deserto, à parte; e quando as multidões o souberam, seguiram-no a pé desde as cidades.

14E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos.

15Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer.

16Jesus, porém, lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer.

17Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.

18E ele disse: trazei-mos aqui.

19Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões.

20Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios.

21Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

22Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões.

23Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho.

24Entrementes, o barco já estava a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário.

25Â quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar.

26Os discípulos, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo.

27Jesus, porém, imediatamente lhes falou, dizendo: Tende ânimo; sou eu; não temais.

28Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas.

29Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus.

30Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me.

31Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?

32E logo que subiram para o barco, o vento cessou.

33Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus.

34Ora, terminada a travessia, chegaram à terra em Genezaré.

35Quando os homens daquele lugar o reconheceram, mandaram por toda aquela circunvizinhança, e trouxeram-lhe todos os enfermos;

36e rogaram-lhe que apenas os deixasse tocar a orla do seu manto; e todos os que a tocaram ficaram curados.

Capítulo da leitura

Mateus 15

Abra este capítulo isoladamente na Bíblia Online do site.

Abrir capítulo

1Então chegaram a Jesus uns fariseus e escribas vindos de Jerusalém, e lhe perguntaram:

2Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos, quando comem.

3Ele, porém, respondendo, disse-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição?

4Pois Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e, Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá.

5Mas vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: O que poderias aproveitar de mim é oferta ao Senhor; esse de modo algum terá de honrar a seu pai.

6E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.

7Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo:

8Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.

9Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.

10E, clamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei:

11Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina.

12Então os discípulos, aproximando-se dele, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?

13Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.

14Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.

15E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.

16Respondeu Jesus: Estai vós também ainda sem entender?

17Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce pelo ventre, e é lançado fora?

18Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem.

19Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

20São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina.

21Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom.

22E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada.

23Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós.

24Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

25Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me.

26Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

27Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.

28Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ç mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.

29Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galiléia; e, subindo ao monte, sentou-se ali.

30E vieram a ele grandes multidões, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e outros muitos, e lhos puseram aos pés; e ele os curou;

31de modo que a multidão se admirou, vendo mudos a falar, aleijados a ficar sãos, coxos a andar, cegos a ver; e glorificaram ao Deus de Israel.

32Jesus chamou os seus discípulos, e disse: Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho.

33Disseram-lhe os discípulos: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para fartar tamanha multidão?

34Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos.

35E tendo ele ordenado ao povo que se sentasse no chão,

36tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos á multidão.

37Assim todos comeram, e se fartaram; e do que sobejou dos pedaços levantaram sete alcofas cheias.

38Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens além de mulheres e crianças.

39E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã.