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Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 7

Dia 7 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Leituras do dia

Dia 7

Mateus 19 • Mateus 20 • Mateus 21

Dia 7 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Capítulo da leitura

Mateus 19

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1Tendo Jesus concluído estas palavras, partiu da Galiléia, e foi para os confins da Judéia, além do Jordão;

2e seguiram-no grandes multidões, e curou-os ali.

3Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?

4Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher,

5e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?

6Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem.

7Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?

8Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio.

9Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.]

10Disseram-lhe os discípulos: Se tal é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.

11Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar esta palavra, mas somente aqueles a quem é dado.

12Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.

13Então lhe trouxeram algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam.

14Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus.

15E, depois de lhes impor as mãos, partiu dali.

16E eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?

17Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos.

18Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho;

19honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo.

20Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado; que me falta ainda?

21Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue- me.

22Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens.

23Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus.

24E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.

25Quando os seus discípulos ouviram isso, ficaram grandemente maravilhados, e perguntaram: Quem pode, então, ser salvo?

26Jesus, fixando neles o olhar, respondeu: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.

27Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que recompensa, pois, teremos nós?

28Ao que lhe disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.

29E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.

30Entretanto, muitos que são primeiros serão últimos; e muitos que são últimos serão primeiros.

Capítulo da leitura

Mateus 20

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1Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha.

2Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha.

3Cerca da hora terceira saiu, e viu que estavam outros, ociosos, na praça,

4e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

5Outra vez saiu, cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo.

6Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo?

7Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Disse- lhes ele: Ide também vós para a vinha.

8Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.

9Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um.

10Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um.

11E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo:

12Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.

13Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário?

14Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti.

15Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?

16Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.

17Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e no caminho lhes disse:

18Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas, e eles o condenarão à morte,

19e o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem; e ao terceiro dia ressuscitará.

20Aproximou-se dele, então, a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, ajoelhando-se e fazendo-lhe um pedido.

21Perguntou-lhe Jesus: Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino.

22Jesus, porém, replicou: Não sabeis o que pedis; podeis beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos.

23Então lhes disse: O meu cálice certamente haveis de beber; mas o sentar-se à minha direita e à minha esquerda, não me pertence concedê-lo; mas isso é para aqueles para quem está preparado por meu Pai.

24E ouvindo isso os dez, indignaram-se contra os dois irmãos.

25Jesus, pois, chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles.

26Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva;

27e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo;

28assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

29Saindo eles de Jericó, seguiu-o uma grande multidão;

30e eis que dois cegos, sentados junto do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós.

31E a multidão os repreendeu, para que se calassem; eles, porém, clamaram ainda mais alto, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós.

32E Jesus, parando, chamou-os e perguntou: Que quereis que vos faça?

33Disseram-lhe eles: Senhor, que se nos abram os olhos.

34E Jesus, movido de compaixão, tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista, e o seguiram.

Capítulo da leitura

Mateus 21

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1Quando se aproximaram de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao Monte das Oliveiras, enviou Jesus dois discípulos, dizendo-lhes:

2Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei- mos.

3E, se alguém vos disser alguma coisa, respondei: O Senhor precisa deles; e logo os enviará.

4Ora, isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta:

5Dizei à filha de Sião: Eis que aí te vem o teu Rei, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, cria de animal de carga.

6Indo, pois, os discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara,

7trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram os seus mantos, e Jesus montou.

8E a maior parte da multidão estendeu os seus mantos pelo caminho; e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho.

9E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

10Ao entrar ele em Jerusalém, agitou-se a cidade toda e perguntava: Quem é este?

11E as multidões respondiam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.

12Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;

13e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores.

14E chegaram-se a ele no templo cegos e coxos, e ele os curou.

15Vendo, porém, os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que ele fizera, e os meninos que clamavam no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,

16e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito tiraste perfeito louvor?

17E deixando-os, saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite.

18Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome;

19e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.

20Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?

21Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito;

22e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.

23Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade?

24Respondeu-lhes Jesus: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, eu de igual modo vos direi com que autoridade faço estas coisas.

25O batismo de João, donde era? do céu ou dos homens? Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?

26Mas, se dissermos: Dos homens, tememos o povo; porque todos consideram João como profeta.

27Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Disse-lhe ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.

28Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando- se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha.

29Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi.

30Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi.

31Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.

32Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele.

33Ouvi ainda outra parábola: Havia um homem, proprietário, que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, e edificou uma torre; depois arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país.

34E quando chegou o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.

35E os lavradores, apoderando-se dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram.

36Depois enviou ainda outros servos, em maior número do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo.

37Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: A meu filho terão respeito.

38Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.

39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram.

40Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?

41Responderam-lhe eles: Fará perecer miseravelmente a esses maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe entreguem os frutos.

42Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos?

43Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos.

44E quem cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.

45Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas parábolas, entenderam que era deles que Jesus falava.

46E procuravam prendê-lo, mas temeram o povo, porquanto este o tinha por profeta.